sexta-feira, 13 de novembro de 2009

VIAJAR NO TEMPO E NO ESPAÇO.

Não sei se devemos mas podemos fazer isso, viajar no tempo e no espaço, com nossas mentes e sentir as mesmas emoções, boas ou ruins.

Cada música, aroma, coisas me fazem ir e voltar para mundos diferentes, no meu mesmo mundo. Ou uma outra vida, no meu mesmo contexto de vida.

O problema é que trazemos isso ou alguns resquícios pra o presente e depois temos que quebrar vínculos com nossa realidade concreta e, muitas vezes dura...pois os sonhos são mais doces.

Dentro de nossas fantasias, podemos criar e recriar o que queremos e do jeito que queremos. Até pessoas se tornam o que queremos, pelo tempo que queremos até lembrarmos que, na maioria das vezes ou em todas as vezes, nosso príncipe; se torna um sapo.

Quando lembramos as coisas boas fica tudo lindo, romântico, eterno e de repente, nossa memória nos mostra o lado ruim do que vivemos e que não foi lindo como sempre queremos olhar; e tudo se desmorona...é tão triste.

Um dia me mandaram essa música abaixo, nunca havia escutado, nem sabia que existia e me tocou profundamente, em tudo: tanto a letra como a melodia.

Quem fez essa doce canção, parece ter tirado da minha vida por muitos anos, e quantos de nós não passamos.

Temos que aprender a viver sem tantas pessoas que um dia amamos e não pode mais fazer parte de nossas vidas.

Eu li uma vez, um artigo, que nós ocidentais não somos acostumados com a idéia que tudo acaba, por isso que choramos tanto quando algo termina ou acaba. É, verdade.

E, uma amiga me mandou esse pensamento:

KATIA, sabe, tem um filosofo Arthur Schopenhouer q diz q a gente sempre tem q esperar o pior de todas as situações, pq , se não for o pior q esperávamos, pelo menos estaremos preparados e Fernado Pessoa tbem diz :

Nunca amamos ninguém. Amamos, tão-somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma, é a nós mesmos - que amamos. Isso é verdade em toda a escala do amor. No amor sexual buscamos um prazer nosso dado por intermédio de um corpo estranho. No amor diferente do sexual, buscamos um prazer nosso dado por intermédio de uma ideia nossa.

Refletimos no outro, todas nossas expectativas, nossa paixão e fantasia...no fundo sabemos que não é isso mas não queremos ou sentimos saudades de vários momentos que não voltam mais, como não fazemos questão nenhuma de lembrar de outros.


Aqui, neste breve momento, é só para amar, o objeto de idealização porque sei que ele não existe.


Acredito que precisamos de todos os sentimentos e emoções para termos sensibilidade para viver com intensidade...sofremos...mas vivemos...amamos...somos profundos e sabemos que não vamos passar na vida, só como mais um cidadão que: trabalha, estuda, limpa casa, cuida de filhos e vê o tempo passar, envelhecendo, esperando a morte chegar e desfrutar da vida eterna.


Quero estar aqui e viver a vida, sentido-a por todos os meus poros, com toda minha emoção, coração, alma, tudo que tiver direito.


Eu não lembrava mais dessa música no meu orkut mas guardei porque, no mais profundo do meu coração, queria que tudo fosse verdadeiro, que tivesse sido amada de verdade por alguém que entreguei mais de mim do que podia...espero nunca mais fazer isso.


Músicas mexem com nossas emoções e fazem eu produzir muito e viajar, em detalhes que me aconteceram, tanto para superar, como para entender...se eu conseguir.


Qual ser humano, um dia, amou e não foi correspondido a altura e não se conforma, como pode ter feito de tudo e não foi amado, valorizado e sempre pensamos que a outra, o outro esta sendo mais amado e valorizado que nós que merecemos...depois me pergunto, será?


Ou é sempre mais uma fantasia que criamos...de qualquer modo esse é um lado da história que não gosto muito de pensar.


Mas pensamos que vamos morrer pelo nosso amado e de repente, nos decepcionamos com o primeiro amor, segundo e vamos percebemos que sobrevivemos; continuamos vivos e ainda melhores.


Hoje, sei que sou amada e fui outras vezes, mas as pessoas não sabem amar e não sabem ser amadas, que é o pior.


Me sinto sufocada e aqui é onde coloco minha voz, o meu grito de inconformismo, meu desejo que tudo seja diferente ou que tivesse sido diferente mas não foi. Porque não tinha que ser e tenho minha consciência limpa que se meus relacionamentos passados, não deram certo, nunca por culpa minha pois aguentei, suportei o máximo que uma mulher não deve aguentar.


Gosto muito mais de mim hoje, com 40 anos do que quando era mais nova. Vejo mais qualidades em mim que antes não via e progredi muito depois que consegui largar o vício de uma pessoa na minha vida.


Eu precisava de um gole dele, mesmo que fosse umas gotas para aliviar minha abstinência mas depois ele ía embora e voltava todo desespero da falta de mais um gole.


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