quinta-feira, 12 de julho de 2012

Eu amo meu filho mesmo que ele não me ame.




Todos esperam ler coisas legais. Divertidas. Muitos escrevem para agradar os outros, colocando o que acham que vão gostar. Eu comecei a escrever e não tinha seguidores nenhum. É legal ter comentários mas eu escrevo por necessidade e não para agradar. Tem coisas que não adianta ficar contando mil vezes. Parece que escrevendo fica registrado para sempre. Eterno.

Sei que tem pessoas que ficam felizes em ver o outro mal e outros gostam de ler para saber o que se passa na vida do outro. Quem não me conhece pessoalmente tudo bem mas quem me conhece, tipo algum ex ou mulher de ex...eu não gosto que leia, nem que lembre que eu exista, ainda mais que me fez mal.

Quem lê ou leu meus blogs, sabe o quanto eu amo meu filho e não tem palavras o bastante pra descrever mas é um sentimento gratuito, sem explicação.
Meu filho era minha família, meu melhor amigo, meu companheirinho, o grande amor da minha vida depois da minha avó, falecida.
Ele sempre amou o pai dele indiferente do que acontecia de ruim e o ano passado quis morar com o pai mas para conseguir, inventou coisas sobre mim, como que fazia mal a ele, maltratava, sei lá mais o que.
A ex mulher do pai dele que ainda era esposa, na época, não quis o filho dele na casa dela e após alguns dias, trouxe o filho de volta e conversamos nós três para cair toda mentira dita.
Me pediu perdão e meu filho também.
Fiquei arrasada porque foi uma traição terrível da pessoa que mais amava e havia me dedicado desde que nasceu mas por amor, era algo automático e não por obrigação.

Quando foi em dezembro ele foi embora como já escrevi.
Sei que ele esta bem com a vida que sempre quis. Com coisas materiais que sempre quis.
O que não entendo é porque não conversa comigo, só veio no dia das mães me ver e foi um ótimo dia, nos divertimos, pensei que íamos ficar próximos mas ele continuou sem me ligar e me ver.
Sabe o que é isso?
Um filho que sempre viveu só você e ele, sem ninguém, só pude contar com Deus que colocava pessoas para me ajudar. Sofri muito pois tinha que trabalhar para nos mantermos e encontrava forças porque tinha ele, na minha vida.

Terminei a faculdade, pensando que ele teria orgulho de mim. Que iria me admirar pelo meu esforço e por tudo na minha vida que muitos me elogiam mas não...

Fico ligando direto no celular dele e na maioria das vezes esta desligado e quando fala comigo, é tão frio, tão seco e dá um jeito de desligar logo.

Segunda-feira, a noite, depois de tanto mandar mensagens de que estava com saudades e o amava. O pai dele me ligou e passou o celular pra ele.
Resumindo: disse que não queria falar comigo por isso não ligava, que também não queria me ver e falei de tudo que vivemos juntos. O quanto falávamos um pra outro "eu te amo" e ele me respondeu que falava só de boca pra fora.

Perguntei o que estava acontecendo pois sempre fomos tão unidos, juntos e ele parecia outra pessoa. Não fiz nada pra ele e a última e primeira vez que passou comigo depois que saiu de casa, foi um dia gostoso.

De repente, do nada fala essas coisas e nem imagina o quanto já chorei e choro até hoje de saudades dele.
Se vejo as fotos de quando ele era pequeno então, como dói.

Eu orei e coloquei ele nas Mãos de Deus porque não sei o que fazer.
Me sinto impotente.

Como dizem "o mundo dá voltas", quem sabe o dia do amanhã?

Mesmo com meu coração sangrando desde que ele foi embora, chorando e sofrendo, continuo o amando do mesmo jeito. Mesmo ele dizendo que não me ama.

Como isso dói. É a pior dor do mundo.

Sempre falei que trocava meus sonhos pelo meu filho que nada se comparava ao amor que sentia por ele e ver o sorriso dele, estar com ele.
Ele falava: - mãe quando você me dá bronca fico com raiva na hora mas passou alguns minutos já tenho vontade de ficar junto e esqueço tudo e nós ríamos e nos abraçávamos.

Agora, parece ter apagado tudo. Ele me tirou da vida dele com tudo.

Sei que o pai dele é super manipulador mas pra que fazer isso?
Colocar o filho contra a mãe?

Bom, se coloquei nas Mãos de Deus, não vou pegar de volta.

Sempre fiz de tudo para ele ter orgulho de mim. Todos falam o quanto fui excelente mãe, até que não gosta de mim. Todos que conviveram comigo e mesmo assim, ele me excluiu. Não vou ficar insistindo e me magoando...

Nunca imaginei isso e não me conformo.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Pedro, meu filho, eu te amo...sua mãe.

Meu filho ficou torcendo para que essa cachorra ficasse grávida de um cachorrinho que entrava no quintal escondido e apelidamos ele de baixinho e depois que ele foi embora, aconteceu. Pena, ele não veio ver os filhotinhos e avisei ele da novidade mas não ligou sendo que antes era motivo de alegria.



Esse espaço era só meu e agora não posso escrever tudo que penso e quero por causa de pessoas que me conhecem e ficam feliz quando estou triste ou mal.
Me sinto tão cansada desta vida. Cansada de lutar, trabalhar, viver a cada dia, sonhar, amar e morrer na praia, isto é, não chegar a lugar nenhum e só ver o tempo passar e envelhecer.

Como tem pessoas insensíveis, egoístas que só pensam em seus prazeres, mesmo que tenham que passar por cima da sua cabeça pra se satisfazer.

Eu não entendo e nunca vou entender o que esta acontecendo com meu filho.

Sempre foi eu e ele para tudo, desde que nasceu.
Tinha que trabalhar, ganhando super pouco para nos sustentar e mesmo assim, o Senhor sempre nos ajudou.
Sempre unidos, juntos, em qualquer lugar que eu fosse. Todos no prédio que eu morava comentavam pois éramos inseparáveis e me admiravam como mãe.
Até pessoas que não me conhecem e acham que conhecem e não gostam de mim, me admiram como mãe e pessoa batalhadora que sempre fui.

Eduquei meu filho sozinha e tinha que pagar alguém para deixá-lo (esse foi o pior porque nem sempre achava alguém) mas não podia parar de trabalhar. Depois começou a ir nas escolas que me ajudaram muito mas algumas vezes precisava de alguém para levá-lo e buscá-lo.

Foram tantas lutas, nessa época, tantas humilhações. Pegar cesta básica na igreja e o pai dele dava quanto queria e quando queria. Como também, muitas vezes, sumia e ele chorava de saudade do pai.

Quantas vezes liguei pra o pai dele, dando bronca porque não ficava com o filho mesmo sem dar pensão por amor ao meu filho e não porque ele merecia.

Foi um monstro comigo, quando ficamos juntos mas o importante sempre foi meu filho.

Meu filho foi passar o final de semana com o pai dele mas como estava de férias, pediu para ir na quinta-feira e eu deixei por ser férias.
Passou domingo e nenhuma ligação e não voltou pra casa. Quando foi na segunda, o pai dele me liga dizendo que meu filho iria morar com ele e que eu não tivesse nenhuma resistência pois já tinha 14 anos e poderia escolher.
Desligado o telefone, chorei até não pode mais.
Isso foi dia 09/12/2011. Veio aqui pra pegar suas coisas no dia 18, super rápido. E, desde tudo isso que choro muito. Ía lutar por ele na justiça pois a guarda é minha mas no dia das mães, após 6 meses veio passar o dia comigo.

Queria abraçá-lo, beijá-lo, ficar pegando em suas mãos. Quanta saudades. Passamos um dia ótimo e ele me passou que estava com a vida que sempre sonhou: colégio pago excelente, roupas de marca, super bem nos estudos, se divertindo, morando super bem no interior, etc.

Amor é deixar a pessoa viver feliz mesmo sem você.

O problema não é esse pois ele sempre teve vontade de ficar com o pai dele talvez por não morar junto.

O problema é ele nunca ter me ligado. Sentido saudades. Sentido vontade de me contar suas coisas. Ter contato. Vir me ver de vez em quando.
Não...nada...eu que fico ligando no celular dele e tento falar com ele mas esta sempre seco, distante, frio, como se eu tivesse feito algum mal a ele...não entendo.

Eu e ele falávamos "eu te amo", o dia todo. Conversávamos direto, sobre tudo. Brincávamos muito e de repente, ele começou a ficar estranho comigo, responder (coisa que não era de fazer), e foi embora.

Não tive nem tempo de me despedir. Tínhamos o costume de dormir juntos desde dele nenezinho e quando cresceu, comecei a cortar isso e nem deu tempo de curtir os últimos momentos com meu filho.

Hoje, não sei quanto tempo faz que não falo com ele. Não sei de nada. Se foi viajar, onde está, como esta, não sei nada...o desespero bate e as lágrimas vem como uma enxurrada.

Alguns que não são mães que amam de verdade, acham fácil ou dizem ser normal pois seu filho cresceu.
Ele tem quinze anos apenas e não saiu de casa pra casar com alguém.

Sinto mais raiva de quem fez algum mal a ele. Sempre o defendi de tudo e todos. Defendia nas escolas.

Me pergunto onde errei. o que fiz, o porquê de tudo isso, qual o propósito, o que Deus quer me mostrar ou tenho que aprender?

Ainda não tenho resposta, só uma dor enorme que me consome de saudades.

Tinha um filho que era tudo pra mim, não só filho, era meu melhor amigo. Um cuidava do outro. Quantas vezes, um ficava doente e o outro cuidava pois só tínhamos um ao outro.

E, agora?

Eu tenho Jesus e é o que me segura e me dá esperança. Sei que não posso contar com muitas pessoas mas Deus coloca gente boa no meu caminho.

Passo de ônibus, todos os dias, agora, que estou trabalhando, em frente as escolas que meu filho estudou, do parquinho que ele brincava, da igreja que sempre fomos e tem o vazio dele não estar comigo mesmo com sua mania de reclamar de tudo...até isso sinto saudades...rs.

Ele pensa, talvez, que eu não me importe com ele. Não sei o que pensa ou se lembra de mim mas eu penso nele quase todas horas do dia.

Ontem, ganhei um Todinho e lembrei que sempre guardava os doces que ganhava principalmente Todinho que ele adorava e não tinha mais ninguém para guardar e ver um sorriso.

Te amo Pedro...mil vezes...minha vida toda desde que você nasceu te amo. O maior presente que Deus poderia me dar é de ter você como meu filho e melhor amigo, como sempre fomos.

Oro por vocês sempre e levo sua foto na igreja pois quero te ver, falar com você...bjs...Deus te abençoe onde estiver.