sábado, 10 de janeiro de 2015

1ª Postagem: filhos, filhos...como é complicado!


Desde que tive o meu único filho, minha vida passou a ser a dele. Como assim?
Minha alegria era ver a alegria dele. Minha felicidade era vê-lo feliz. Tínhamos uma ligação afetiva muito forte. Tirando o horário que ficava no trabalho e ia na igreja, o meu tempo era todo para ele. Tinha que fazer as atividades normais de casa e sempre em alerta para ver o que ele estava fazendo pois tinha TDAH e não parava um minuto ou só quando jogava ou dormia.
Ele sempre foi lindo e até pensei que fosse coisa de mãe que acha o filho sempre lindo mas olhando as fotos hoje, ele era lindo mesmo.
O pai dele nunca foi presente e fantasiava além de super valorizar essa figura.
Compreendo que seja super normal isso tudo. Sem saber de nada, ele inventou várias coisas para o pai dele e esposa pra ir morar com eles. Não deu certo no momento, tudo que fez pois após uma semana o pai dele o trouxe de volta. Depois de um ano, sem avisar nada, foi morar com o seu pai e só fiquei sabendo porque fiquei perguntando quando que ele ia voltar. Foi quando o pai dele me informou que não voltaria mais e tinha direito a escolha. Ok. Entendo mas não custava me preparar para tal fato. Enfim, me pegou desprevenida e fiquei arrasada. Passei esses três anos em luto como se tivesse perdido alguém. Claro que foi amenizando mas no começo a dor era insuportável. Não só da ausência do meu filho que vivia comigo direto mas também um sentimento de ter sido traída (apunhalada pelas costas), rejeitada, desvalorizada, etc...
Bom, neste período, nos vimos pouquíssimo, quase duas vezes ao ano. Ele chegou a falar comigo ao telefone também pouco: ás vezes escondido e outras através do celular do pai dele que, pelo que sei, não queria ele falando comigo.

Quando fez quase um ano, me ligou e falou que não me amava, chorei até ficar com os olhos inchados, em pleno trabalho. Isso, porque ligava direto para ele dizendo o quanto o amava e estava com saudades.

Após um ano e meio, ele deixou escapar que apanhava na cara direto do pai mas que era para o seu bem...fiquei horrorizada e apreensiva, pensando o quanto ele estava sofrendo e o que eu poderia fazer para ajudá-lo.

Fui no Conselho Tutelar e denunciei o pai dele mas para minha surpresa, o meu próprio filho ficou contra mim e favor do pai. Fiquei tão horrorizada na época que só falei que o pai dele estava certo, deveria apanhar muito ainda e fui embora...depois voltou tudo ao normal sem tocar nesse assunto nunca mais.

Em dezembro de 2014, através da futura sogra dele que me interceptou via Facebook, fiquei sabendo que não estava bem com o pai e precisava da minha ajuda. Me prontifiquei no ato de ajudá-lo.

Resumido: voltou para casa...

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